Alunos Destaque

Stella_manson_61a_11anos
71A
11 anos
"Vejo que o UNASP me trará boas recompensas para o meu futuro"

 

“Mestres, Criaturas Divinas”

Harasim, professora da Universidade Simon Fraser, em Vancouver, no Canadá. “Ele guia o processo de aprendizagem, sendo o elo entre o aluno e a comunidade científica”, diz ela.

O professor é grande agente do processo educacional, menciona o Dr. Gabriel Chalita, a alma de qualquer instituição de ensino é o professor. Por mais que se insista na equipagem das escolas – sem negar a importância de todo esse instrumental – isso não se configura mais do que aspectos materiais se comparados ao papel e à importância do professor.


Segundo Ellen White, “ os professores devem assumir sua posição, como educadores de fato e, mediante palavras e expressões de interesse, devem derramar no coração dos estudantes torrentes vivas do amor que redime”. CSE 114
Esse amor é destacado pelas palavras do Dr. Chalita que aponta para um modelo de educador, para ele, “Jesus Cristo, o maior de todos os mestres da humanidade, contava histórias, parábolas e reunia multidões ao seu redor, fazendo uso da pedagogia do amor. Ele falava de forma tão convincente, olhava nos olhos com a doçura e a autoridade de um verdadeiro mestre. Ele não precisava registrar as matérias, não se desesperava com o conteúdo a ser ministrado nem com a forma de avaliação. Jesus sabia o que queria: construir a civilização do amor. E assim ensinava com a autoridade de quem tem conhecimento, de quem tem amor e de quem acredita na própria missão”.


A importantíssima obra de educar é confiada ao professor e requererá dele cuidadoso e completo preparo. É dever do mesmo apropriar-se da santidade de sua vocação e exercê-la com dedicação e zelo. (CPPE 132)


A autora ainda afirma que se requerem professores que sejam ponderados, que tomem em consideração suas próprias debilidades, deficiências e transgressões, e que não sejam despóticos nem desanimem as crianças e jovens.


Uma revista de âmbito nacional e de larga influência diz que o novo professor está sempre atualizado com o que há de mais moderno; sabe utilizar a tecnologia para melhorar o aprendizado; admite não ter todas as respostas; é parceiro do aluno e aprende com eles; continua mantendo autoridade sem ser autoritário.


Para a pedagoga Sílvia Fichmann, coordenadora do Laboratório de Investigação de Novos Cenários de Aprendizagem (LINCA) na Escola do Futuro da USP, “o professor, hoje, tem de se conscientizar de que não sabe tudo e precisa ser muito mais parceiro do aluno na busca pelo saber”, afirma.


Para dar conta de tão amplas responsabilidades, a formação também é um fator fundamental para o professor. Não apenas a graduação universitária ou a pós-graduação, mas a formação continuada, ampla, as atualizações e os aperfeiçoamentos.


A maior pressão do sistema educacional incide sobre o professor, pois é ele o responsável pela produção do aluno que é constatada em termos do desenvolvimento de competências e de habilidades estabelecidas e interligadas nos objetivos da escola. Esta situação pode gerar muito estresse no professor.


Para Witter, o contexto educacional pode gerar estresse resultante do próprio ambiente, das relações interpessoais, das tarefas entre outros.


Diante destes desafios o professor deveria ter condições adequadas para exercer sua profissão com dignidade.

Sabemos que a dificuldade financeira é um dos grandes obstáculos para a maior parte dos professores deste país. É impossível ignorar a lamentável situação em que os professores se encontram no que diz respeito aos patamares salariais. Essa classe vem sendo tratada com desrespeito pela grande maioria dos administradores públicos do país. Não há verbas para um salário digno de quem forma o cidadão brasileiro.


Além da condição financeira, outros agentes estressores como excesso de tempo em sala, falta de tempo para planejar, descansar, ter momentos de lazer, desvalorização profissional, ausência de apoio institucional, falta de apoio da família, dos alunos, entre outros, provocam descontentamento, insatisfação e altos índices de absenteísmo.


Todos os dias, quase 30 mil das 230 mil professores da rede estadual de ensino paulista falta às aulas. O número significa uma ausência diária de 12,8%, segundo dados oficiais de 2006. As licenças médicas foram em torno de 140 mil, sendo que o período de afastamento teve duração média de 33 dias.


Um estudo realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pela Universidade de Brasília (UnB), que ouviu 52 mil profissionais de ensino de 1.440 escolas de primeiro e segundo graus em todos os estados brasileiros constatou que pelo menos metade dos professores da rede pública está sofrendo com distúrbios emocionais.

O estresse, juntamente com as dores musculares, tem sido o responsável pelo exagerado número de professores que se afastam da sala de aula. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, no ano de 2007, ficou constatado que a grande maioria dos professores sofre de estresse, em especial os profissionais da rede pública.

Os principais sintomas do estresse são: aumento da pressão arterial, falta de concentração, dor de cabeça, nervosismo, insônia, alergia, isolamento, memória fraca, irritação, ansiedade, tique nervoso, desmotivação, diminuição dos glóbulos vermelhos, indigestão, queda de cabelo, taquicardia, ganho ou perda de peso.

“O estresse está associado à insatisfação do profissional dentro daquilo que ele faz. Quando a pessoa está em busca do reconhecimento e ele não vem, o quadro se manifesta”, explica a terapeuta Ana Sharp. Segundo ela, o estresse é uma reação orgânica que também está associada a um alto estado de ansiedade e ao excesso de trabalho.

Ainda segundo o CNTE e a UnB, que ouviu 52 mil profissionais de ensino de 1.440 escolas de primeiro e segundo graus em todos os estados brasileiros, um dado do estudo é extremamente preocupante: 48% dos profissionais de ensino já apresentam um quadro ainda mais grave do que o do estresse, tão comum entre os trabalhadores do setor. Eles manifestam sintomas da chamada Síndrome de Burnout, um distúrbio ainda pouco conhecido pelos médicos e que se caracteriza por angústia, depressão, fadiga, distúrbios gastrintestinais, insônia e alergias.

A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.

O resultado é um número cada vez maior de professores demonstrando atitudes negativas frente a seus alunos; alguns chegam ao ponto de não suportar a voz dos mesmos, além de revelar um flagrante desinteresse pelo trabalho.
Outros efeitos identificados são sentimento de exaustão; sentimento de frustração; sentimento de incapacidade; sentir-se culpado por não fazer o bastante e irritabilidade.

Um estudo feito entre professores na Virgínia, Estados Unidos, revela as estratégias utilizadas pelos professores, para lidar com o estresse e são: realizar atividades de relaxamento; organizar o tempo e decidir quais são as prioridades; manter uma dieta balanceada e fazer exercícios; discutir os problemas com colegas de profissão; tirar o dia de folga; procurar ajuda profissional na medicina convencional e/ou psicoterapias.

Para ajudar a diminuir o estresse, a pesquisa aponta para as seguintes estratégias: dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem entre si; prover os professores com cursos e workshops; fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho; dar mais assistência; prover os professores com mais oportunidades para saber sobre alunos com comportamentos irregulares; envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.

Como pode se ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.

Não estando adequadamente preparado para tanto, acaba enfrentando uma situação de alta pressão. O estresse atinge níveis que tornam seu comportamento ainda mais inadequado à situação. Não tendo aprendido a controlar o estresse, o problema evolui para um quadro ainda mais negativo. Forma-se um círculo vicioso e se impõe a necessidade de apoio ao docente.

Um Psicólogo Escolar competente torna-se de grande valia, por um lado, ensinando o professor a lidar com situações estressantes e ajudando-o a controlar os efeitos negativos do estresse (Elliot & Dupuis, 2002).

Segundo Elen C. Caiado, da Equipe Brasil Escola, o aluno tem o direito de receber uma aula de qualidade, mas para que isto ocorra o professor deve estar com uma boa saúde física e mental para que tenha condições de oferecer uma aula satisfatória.

Para que isto ocorra, todos devem estar envolvidos neste processo e responsabilizando-se por ele. Os administradores, os diretores, os gestores e demais envolvidos no ato de educar devem contribuir para criar um clima e condições propícias para que o professor possa receber suporte e apoio ao seu trabalho.

Saúde mental, física e espiritual devem ser renovadas a cada dia.

Se o respeito e a valorização do professor começar em nossa escola, uma grande diferença se fará. Se o professor também empenhar-se em cuidar de si mesmo, com responsabilidade intransferível, provocará mudanças profundas em seu ministério.

“Entregando-nos a Deus... unimo-nos com Alguém que é poderoso para salvar. Nossa ignorância estará unida à sabedoria infinita, nossa fragilidade ao eterno poder e... cada um de nós pode tornar-se um príncipe com Deus. Ligados ao Senhor Deus, nosso Criador, teremos poder do alto que nos habilitará a ser vencedores”. FEC 163

Lembre-se do que está escrito em I Tim. 4:16 – Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestes deveres, pois assim fazendo te salvarás e àqueles que te ouvem.

Tercia Pepe Barbalho
Coordenadora do curso de Psicologia
UNASP - SP